9.2.15

Vamos Falar de Coisa Séria? Vamos Falar de Herpes Genital!


A herpes genital pode ser facilmente transmitida durante a relação sexual entre mulheres, uma vez que a transmissão não é feita necessariamente por penetração,ela é mais comumente transmitida pelo contato com a pele de uma pessoa infectada que tem lesões visíveis, bolhas ou erupções (uma crise ativa), mas você também pode contrair herpes a partir do contato com a pele de uma pessoa infectada mesmo quando NÃO há lesões visíveis (e a pessoa pode nem saber que está infectada) ou pelo contato com a saliva ou com fluidos da vagina.

A doença é mais comum na vagina, principalmente quando o vírus causador é o HSV2. Aproximadamente uma em cada quatro mulheres está infectada. 

Muitas vezes, as pessoas não sabem que foram infectadas com os vírus do herpes genital, porque é comum que a doença não manifeste sinais ou sintomas. Mas pode acontecer de a pessoa presenciar alguns sintomas característicos: 

  • Dores e irritação que surgem de dois a dez dias após o contágio.
  • Manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas que costumam surgir dias após a infecção.
  • Úlceras na região dos genitais, que podem até mesmo sangrar e causar dor ao urinar.
  • Cascas que se formam quando as úlceras cicatrizam.
  • Corrimento vaginal ou, ocasionalmente, não podem esvaziar a bexiga e precisam de um cateter urinário.
Nos primeiros dias após o contágio, a pessoa infectada pode apresentar sintomas muito parecidos com os da gripe:
  • Apetite reduzido
  • Febre
  • Mal-estar geral
  • Dores musculares na parte inferior das costas, nádegas, coxas ou joelhos.
As feridas características do herpes genital surgem imediatamente quando o vírus entra no organismo. Você pode espalhar a ferida tocando-a e, depois, passando as mãos por outras partes do corpo. 
A lesões da herpes genital feminina também pode aparecer dentro da vagina e no cérvix (abertura do útero), e nas passagem urinária tanto na herpes masculina quanto na feminina. Pequenos caroços vermelhos aparecem primeiro, os quais se desenvolvem em bolhas pequenas e então se transformam em feridas dolorosas que coçam e irão sarar sem deixar cicatriz.

Uma segunda crise pode aparecer semanas ou meses depois da primeira. Essa crise é quase sempre menos grave e de menor duração que a primeira. Com o tempo, o número de crises pode diminuir. 

Uma vez que uma pessoa é infectada, no entanto, o vírus se esconde nas células nervosas e permanece no corpo. O vírus pode permanecer adormecido por um longo período.

A infecção pode se reativar ou piorar a qualquer momento. As situações que podem ativar infecções latentes e iniciar uma crise incluem:
  • Fadiga
  • Irritação genital
  • Menstruação
  • Estresse físico ou emocional
  • Trauma.
Caso note a presença de feridas na região genital procure um especialista imediatamente, que pode ser um urologista ou ginecologista. Na consulta médica, descreva todos os seus sintomas e tire as dúvidas que você venha a ter, como essas:
  • Devo realizar exames para detectar outras doenças sexualmente transmissíveis?
  • Minha parceira também deve fazer esses exames?
  • Devo evitar manter relações sexuais enquanto estiver em tratamento?
  • Como posso fazer para evitar que minha parceira também seja infectada?
Ainda não há cura para herpes genital, mas o tratamento pode ajudar a evitar a recorrência da doença e impedir que ela cause complicações mais graves e que se espalhe pelo corpo. Acompanhamento médico pode, também, agir para amenizar os sintomas e para não transmitir herpes para outras pessoas. 

A melhor forma de se prevenir herpes genital e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é fazendo uso de preservativos durante atos sexuais.

Se sua parceira estiver infectada com herpes, é melhor evitar qualquer tipo de contato sexual até que a doença esteja sob controle. 
Na gravidez, se a mãe for diagnosticada com herpes genital, o médico recomendará o uso de medicamentos antivirais para evitar que o bebê contraia a doença durante o parto. Em último caso, a cesariana pode ser considerada também como uma opção.

Ps. Para encerrar a série de postagens sobre o Programa Vamos Falar de Coisa Séria, teremos uma entrevista com a Dra. Julia Rocha, em que serão esclarecidas dúvidas sobre o tema DST/AIDS no sexo lésbico/bissexual. As perguntas que irão compor a entrevista serão escolhidas dentre as que as leitoras enviarem ao Domínio Pessoal. As perguntas poderão ser enviadas pelo “Pergunta-me” aqui mesmo em nossa página, ou por email.



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