12.3.15

O Ativismo Visual de Zanele Muholi



A fotógrafa da Sul-africana Zanele Muholi em sua obra que traz o erotismo dos corpos femininos tem retratado lésbicas negras em seu país, denunciando através de textos e imagens sofrimento, dor, racismo e violência de gênero que essas mulheres vêm sofrendo.

Ainda jovem começou a se dedicar a uma vida de ativismo em prol do empoderamento de mulheres negras lésbicas do país, que apesar de conter uma das legislações mais gay-friendlys do mundo, tendo sido o quinto país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ainda está juntando esforços para levar as leias até a realidade da população, que reprime principalmente o lesbianismo entre mulheres negras.


Para a artista o ativismo visual é um lugar de resistência para mulheres marginalizadas e pode ser utilizado socialmente, economicamente e culturalmente, abrindo espaço para diálogos e desafiando o silêncio da sociedade. ”Eu trabalhei duro para criar imagens positivas e socialmente significativas de lésbicas negras. E assim temos feito um movimento significativo em direção a nossa visibilidade. Tem sido minha principal missão garantir que aqueles que vêem depois de nós terão outros olhos para enxergar”, explica Zanele.


Entre seus trabalhos, “Faces and Phases” composto de retratos de uma privilegiada e íntima perspectiva de lésbicas negras que a artista conheceu durante suas pesquisas e poemas que se tornaram manifestos contra a homofobia e transfobia, é um dos mais consagrados.


Suas fotos e exposições foram compiladas em livros como “Only Half the Picture” (2006) e “Faces and Phases” (2010). Neste último, encontram-se mais de 200 retratos da comunidade lésbica na África do Sul.


Zanele Muholi concluiu seu Mestrado em Belas Artes na Universidade Ryerson, em Toronto, no Canadá. Em seu trabalho, Muholi mapeou a história da identidade das mulheres negras lésbicas no pós-apartheid na África do Sul. Ela foi premiada em 2015 entre os alunos que se destacaram na história da universidade.

Além deste, ela recebeu diversos prêmios, como o Casa África, como melhor fotógrafa, e o prêmio da Fundação Blachère da Bienal de Fotografia Africana.
O trabalho de Muholi foi exibido na África do Sul e em outros países, como Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha. No Brasil, suas obras foram exibidas na 29ª Bienal de Artes de São Paulo, em 2010.



Conheça mais sobre o trabalho da artista: Acesse


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Um comentário :

  1. Que fotos MARAVILHOSAS!
    Imagens que trazem visibilidade a mulher negra lésbica. Apaixoneeeeei

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