20.5.15

AzMina, uma revista para todas as mulheres

beijo gay

Quantas vezes você não parou em uma banca de revistas e se deparou com revistas femininas que não são feitas para mulheres de verdade?

Estas revistas geralmente dão a sensação de que estamos presas no corpo errado, somos feias, ou até mesmo antiquadas. Tampouco falam sobre assuntos que contemplem todos os tipos de mulheres e sua imensa variedade de preferências.
Tendo em vista esta falta de representatividade nas revistas existentes um grupo de dez pessoas (nove mulheres, um homem) e idealizada pela jornalista Nana Queiroz, que criou o movimento “Eu não mereço ser estuprada” no ano passado, traz uma proposta inovadora, com a revista feminina eletrônica e GRATUITA para todos os tipos de mulheres, intitulada “Azmina”.

"Percebi que as mulheres no Brasil estão mais preparadas para uma visão mais crítica da feminilidade. Começamos a criticar idéias formadas há muito tempo, como se você usar uma roupa curta, tem o direito de ser assediada ou estuprada. Há um tempo, a brasileira não se questionaria sobre isso. Hoje, ela protesta", afirma Nana.
AzMina promete ceder espaço para todos os tipos de beleza, rostos e formas. Ensaios de moda que contemplem corpos reais evitem o consumismo e tragam sugestões de looks que cabem no bolso. Além disso, a revista terá reportagens profundas, independentes, responsáveis, sem rabo preso com anunciantes.

E o mais interessante é que a revista se intitula LGBTT friendly,contendo em sua equipe editoria de reportagem só para lésbicas,feita por lésbicas.Além disso em seu manifesto é possível encontrar a seguinte frase: “respeitar o seu direito de amar e de transar – e toda forma de amor. Vamos te encarar como o ser humano complexo que você é, sem ficar te dizendo o que fazer.”

Já podemos abraçar a equipe???

Para um projeto inovador, um sistema de financiamento também diferente: a principal fonte de renda da revista será a doação de leitoras.  "Com nosso modelo de financiamento colaborativo, esperamos desenvolver um jornalismo mais independente", afirma Nana. "A gente se inspirou no modelo da Agência Pública: a pessoa paga pelo jornalismo que ela quer ver. Em dois dias de crowdfunding, já tivemos R$ 2.000."
A leitora que participar da campanha de arrecadação também pode fazer parte do Conselho Editorial da "Azmina" e participar de pesquisas sobre o conteúdo e o direcionamento da revista.


Para participar do crowdfunding e apoiar este projeto Maravilhoso, basta clicar neste link.


Avalie este artigo


Postar um comentário

Atenção: Você não precisa realizar login para comentar, basta escolher a opção anônimo em ''comentar como''.