1.5.15

Pesquisa revela medo de heterossexuais em relção aos gays



No final do ano passado, a Design de Causas contratou a Alecrim, boutique de pesquisa de São Paulo comandada pela publicitária Marcela Mazone, para desenvolver o estudo Você tem medo do quê? A origem do preconceito homossexual. 

A pesquisa revelou que, além do medo de ser assediado por gays, o heterossexual teme que a conquista de mais direitos instaure uma supremacia ditadura no país. Do outro lado, dos homossexuais entrevistados, o medo é o da rejeição e o da violência.  

Foram entrevistados 35 jovens de 18 a 30 anos e de diversas classes sociais, incluindo heterossexuais, lésbicas, gays e simpatizantes. Também entrevistou 12 especialistas no assunto, como advogados, jornalistas, políticos e psicólogos. A dinâmica incluiu entrevistas individuais e dinâmicas de conflito, com debates entre os participantes.
Veja a seguir a lista dos medos:

O que os héteros temem na relação com gays

 Ruptura do modelo familiar entre homem e mulher
Corrupção das crianças
Liberação de comportamentos promíscuos
Assédio por pessoas do mesmo sexo
Invasão de intimidade
Fim da liberdade de expressão
Direitos excessivos da comunidade LGBT = tratamento privilegiado

Os medos que os gays têm dos héteros

Medo de rejeição
Medo da violência física
Medo de morrer
Medo da homofobia enrustida

As pessoas sentem medo do que é diferente, do que é diverso, do que subverte a ordem. Ter medo é um recurso defensivo e a sociedade o usa desde sempre. “Diante do diferente e daquilo que causa estranhamento, emergem comportamentos combativos e persecutórios”, diz a pesquisadora Marcela Mazone, do Estúdio Alecrim. “E isso acontece desde o começo das civilizações.” Para Toni Reis, professor doutor em Educação, esse medo respalda a idéia de que o homossexual seja um fora da lei, um pecador e um doente. “Na Idade Média, nós éramos mortos na fogueira, porque era pecado mortal ser homossexual. Até 1824, nós éramos tidos como criminosos foras da lei.

O conservadorismo que aparece na religião e na política como reação à maior exposição da comunidade LGBT muitas vezes se apóia na crença de que a família, como núcleo da sociedade, é imutável. O curioso é que a família brasileira tem mudado de forma nas últimas décadas.

 A tradicional família margarina (mãe, pai e filho) deixou de ser o arranjo familiar majoritário no país nos anos 90. A maioria dos arranjos, hoje, é de uma diversidade impressionante: pessoas sozinhas, casais sem filhos, casais mosaicos (com filhos de casamentos anteriores), mulheres com filhos, homens com filhos e, sim, casais gays.

A pesquisa na íntegra você pode ver AQUI.


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