11.6.15

O Cardápio do Dia

lesbica na cozinha

Toda vez que anunciava que assumiria o fogão e cozinharia, Madalena mudava o semblante, era como se eu estivesse convidando-a para um banquete na cama, em que eu seria o prato principal e a sobremesa a adocicar seus lábios. 

Comprei um bom vinho, para acompanhar a massa que faria naquela noite fria, enchi nossas taças e pedi para que sentasse para me observar preparando nosso jantar, pois adoro a maneira que ela me olha desafiando-me a resisti-la a cada momento. E como resistir, se seus olhos me chamavam cada vez mais para perto dela, se a cada vez que eu me voltasse para as panelas ela enlaçava minha cintura beijando-me a nuca que se arrepiava perante o calor de seus lábios. 

Pedia para parar, pois precisava concluir meus afazeres culinários, ela se sentava por um breve tempo,eu me abaixava e lá vinha ela acariciar minhas coxas e todo meu corpo que a essa altura esmorecia a cada toque.

Sentei-me para bebericar meu vinho enquanto o molho fervilhava no fogão, ela permaneceu de pé observando-me sem piedade como seu eu fosse sua presa, aproximou-se me oferecendo o rubro intenso de seus lábios, não me contive, e como quem a muito esperava por isso eu a beijei com tamanho desejo que não cabia em meu corpo. Pude sentir que nossa temperatura subia ao mesmo tempo. 

Levantei-me para poder sentir seus braços delicados e firmes abraçando-me enquanto me enlouquecia com seu beijo, a cozinha tornou-se pequena, nossos corpos se debatiam em meio as paredes e eletrodomésticos, sorrateiramente empurrou-me para a sala, onde continuamos a nos beijar cada vez mais intensamente,arranquei-lhe a blusa e me ofereci para que pudesse ser despida e possuída por seu furor ali mesmo.Fui atirada sem piedade contra o sofá,enquanto ela me beijava e arranjava maneiras de arrancar nossas roupas.

Nenhuma palavra saia de minha boca ofegante, apenas emitia sons de uma respiração acelerada, ela moveu os lábios deliciosamente para dizer – me que eu a deixava louca, e isso me fez tremer. Suas mãos alcançaram a umidade dentre minhas pernas, e ela pode sentir minha febre, minha viscosidade, meu desejo.

 Quando ela me penetrou, soltei um gemido sôfrego em seus ouvidos, que a fez arrepiar-se por completo, me possuindo com seu desejo, com sua pressa e ira. Sim, ela parecia irada, não sei se pelo desejo incontrolável que sentia naquele momento, ou por saber que era tarde de mais para voltar atrás e dizer que me amava menos do que naquele momento em que adentrava com violência em mim.

Saciou sua sede em meus lábios ainda molhados pelo mel que escorria deles, provou de mim, sugou cada gota de minha vitalidade mórbida, fazendo-me experimentar a pequena morte, enquanto segurava-me em seus cabelos, para não cair, para não me deixar levar, para manter-me firme ao que é real.

Tremi por completo enquanto ela alimentava-se de meu corpo, de minha vitalidade e sanidade, entreguei-me por inteiro, ela conheceu meus extremos, o meu tremor. Ela finalmente esteve face a face da mulher insana, sedenta e intensa de que sou feita.


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