24.7.15

OAB irá processar homofóbicos que se manifestaram de maneira agressiva após realização de Casamento Coletivo em Manaus

Na ultima quarta feira (22), 44 casais, dentre eles 39 homoafetivos e em sua maioria mulheres, reuniram-se na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Manaus, para se casarem na cerimônia coletiva realizada no auditório da Ordem em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (SEJUSC).

Casamento gay coletivo

A cerimônia desencadeou varias reações homofóbicas, tanto nas redes sociais como ofensas dirigidas diretamente a advogados da OAB/AM.

A presidente da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB/AM), Alexandra Zangeralame repudiou as manifestações e informou que já iniciou o processo contra os atos de intolerância e a homofobia.
Uma apuração do material coletado esta sendo feita, para se identificar os responsáveis, para que se possa dar inicio aos procedimentos civis e criminais.

O assunto deve gerar um inquérito policial. Como não há uma delegacia específica para crimes virtuais, será feita uma denúncia na unidade policial mais próxima, no caso o 22º Distrito Integrado de Polícia (DIP), zona Centro-Sul de Manaus.

“Estamos na fase de apuração, mas vamos atrás de quem ultrapassou os limites da liberdade de expressão. São pessoas que pensam que podem falar o que querem, sem pensar nas consequências. Essas pessoas têm que respeitar os direitos dos outros. Vamos denunciar e o restante é trabalho policial”, prometeu a advogada.

Especificamente sobre a OAB/AM, Alexandra Zangeralame destacou a importância da instituição para a sociedade. “Esta é uma instituição que participa das mudanças históricas dos direitos humanos deste País. Abraça causas que estão dentro do direito, previstas na legislação, então, merece ser respeitada. Quando alguém ofende um advogado da Ordem está ofendendo a dez mil advogados”, desabafou a advogada.

Como infelizmente a homofobia não é considerada crime, a denúncia a ser feita pela Comissão da Diversidade Sexual da OAB/AM será argumentada como difamação, calúnia e danos morais.


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