22.9.15

Representatividade negra e lésbica no Emmy 2015

No ultimo domingo (20), aconteceu no Microsoft Theatre, em Los Angeles, a cerimônia da 67ª edição do Emmy Awards. Considerado o Oscar da TV Americana, esta edição contou com premiações inéditas, discursos empoderados além de representatividade lésbica e negra.

A lindíssima Uzo Aduba, a “Crazy Eyes”, de Orange Is The New Black, levou a estatueta pelo prêmio de melhor atriz coadjuvante de drama pelo seu papel da eterna “esposa” de Piper em OITNB. No ano passado ela recebeu o mesmo prêmio, só que na categoria comédia (sim a série mudou de classificação).

Além de uma atriz negra que interpreta uma lésbica na TV, as sapinhas também foram representadas por Jane Lynch, lésbica assumida, que ganhou o Emmy de melhor apresentadora de reality show por “Hollywood Game Night”.

O discurso mais emocionante da noite foi sem dúvidas o de Viola Davis, a primeira atriz negra a ganhar na história da premiação um Emmy na categoria de atriz principal em série dramática.

Viola falou sobre a importância da representatividade de mulheres negras na TV, citando colegas de trabalho também negras, o discurso foi sem sombra de dúvidas empoderador, não tem como não se sentir fortemente representada e emocionada ao assisti-lo.
“Na minha mente, eu vejo uma linha. E além desta linha, eu vejo campos verdes, flores adoráveis e lindas mulheres brancas com seus braços estendidos na minha direção'. Harriet Tubman disse isso em 1800. E deixe-me dizer algo agora: a única coisa que diferencia mulheres de cor de qualquer outra pessoa são as oportunidades. Você não pode ganhar um Emmy por um papel que simplesmente não existe”, pontuou.
"Então, esse prêmio vai para todos os roteiristas, aas pessoas maravilhosas que são Ben Sherwood, Paul Lee, Peter Nowalk, Shonda Rhimes. Pessoas que redefiniram o que signifca ser lindo, ser sexy, ser uma protagonista, e ser negra. E esse prêmio também vai para as Taraji P. Hensons e as Kerry Washingtons, as Halle Berrys, as Nicole Beharies, Meagan Goodes, Gabrielle Union da vida", continou Davis, citando colegas de profissão que também são negras. "Obrigada por nos transportar para além daquela linha".

Personagens negras representam apenas 13% de todos os papéis femininos dos programas analisados por um estudo recente da San Diego State University, que avaliou 14 veículos, entre emissoras abertas e a cabo dos EUA, além da Netflix.
Este Emmy histórico foi o primeiro a indicar duas atrizes negras para o prêmio de melhor atriz na categoria drama. A primeira nomeação aconteceu em 1981, com Debbie Allen.



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