19.1.16

Casadas há dois anos, casal de lésbicas compartilham a experiência de estarem grávidas ao mesmo tempo

No inicio da semana passada o New York Magazine publicou uma história um tanto curiosa, sobre o casal Kate Elazegui e Emily Kehe,que compartilharam a experiência de estarem grávidas ao mesmo tempo. Casadas há dois anos, as duas decidiram experimentar a maternidade através de fertilização in vitro.


A primeira a passar pelo processo de fertilização seria Emily, por ser a mais jovem do casal. Entretanto surgiu em Kate um desejo de poder engravidar também, as duas entraram em um consenso e Kate começou as tentativas de fiv (fertilização in vitro). Após seis meses de tentativas, a médica sugeriu que era a vez de Emily passar pelo processo. No começo as duas acharam uma loucura, justamente pela possibilidade das duas engravidarem ao mesmo tempo, entretanto a médica afirmou que as chances de que isso ocorresse eram remotas. Porém, o destino resolveu presentear as duas ao mesmo tempo, e Emily engravidou na primeira tentativa.


Como a gravidez de Emily ainda estava no inicio, e ainda havia a possibilidade de dar alguma coisa errada, a médica do casal resolveu fazer mais uma inseminação em Kate, e pronto! O resultado deu positivo e as duas poderiam experimentar uma experiência única.

Quando Emily recebeu o telefonema avisando que Kate estava grávida também, ela surtou. "Eu caí da cadeira. Eu estava sentado no chão, alternando entre rir histericamente e chorar. Foi tão chocante. Quero dizer, obviamente, eu estava tão feliz por ela, mas eu pensei: Puta merda, o que vamos fazer?”



Apesar de todas as dificuldades que a dupla maternidade pode gerar Emily e Kate, mostram durante a entrevista dada ao NY Magazine que independente do fato de as duas estarem grávidas ao mesmo tempo, o mais importante é a parceria que o casal consegue desenvolver durante este período, em que uma apóia e ajuda a outra, desde as tarefas mais simples do dia a dia como o cuidado de uma para com a outra.

Em vários momentos, inclusive durante o parto, ambas tentaram não demonstrar fraqueza nem pena, mesmo estando se colocando em um esforço físico e emocional enorme para ajudar a parceira. O casal compartilhou as mesmas fases, fragilidades dores e delicias do processo de se tornar mãe, lado a lado, e talvez pelo fato disto ter ocorrido simultaneamente, facilitou na hora de se apoiarem da melhor forma possível.


Quer saber qual é a vantagem de ter duas novas mamães em casa?

Kate explica: "Eu acho que pelo fato de que nós tivemos nove meses de trabalho em equipe, sabemos como ler uma a outra. Tivemos nove meses para fazer isso uma para a outra. Eu não posso nem imaginar como seria se ela tivesse que voltar ao trabalho, e eu ficasse com dois bebês em casa. Eu perderia a cabeça. Para mim, o que destaca a natureza ridícula de licença de maternidade é o fato de que os homens não estão presentes. É uma equipe de tolos. Eu não sei como as mulheres lidam com o fato de seus maridos voltarem ao trabalho após duas semanas e elas são deixadas sozinhas com seus bebês. O pai deve ter tempo de vínculo com o bebê e a mãe. Se Emily fosse um homem e eu estaria tendo um momento difícil,pelo fato de estar amamentando sozinha em casa.Eu ficaria muito deprimida. Ela fez-me tão consciente de quão difícil é para as mães. Pelo menos Emily e eu - com certeza, dois bebês é muito - mas temos quatro peitos, duas mães, temos a mesma licença. Nós duas sabemos que podemos ajudar uma a outra. Eu tenho a minha melhor amiga fazendo isso comigo. "

A gravidez conjunta foi só uma pequena fase de tudo o que as duas irão passar lado a lado. Ainda a um caminho árduo a se trilhar neste mundo tão machista e homofóbico em que vivemos em relação à criação de seus filhos. Porém o mais importante é o que Reid e Eddie são filhos de duas mulheres fortes, que venceram inúmeras dificuldades em nome do amor que sentem uma pela outra, e que com certeza vencerão as dificuldades em criar seus filhos nessa sociedade hostil, além de dar-lhes muito amor, e em dobro!


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